27 junho, 2005
A chave do segredo
Abro asas ao desconhecido;
E sem sentir...
Entrego a chave e o segredo.
Ainda não te conheço.
Nem compartilho seus mistérios e fantasias;
Mas quando fecho os olhos...
É você quem surge.
Sigo lentamente a minha jornada...
E sem amargurar o futuro,
inspiro a brisa que me convida a seguir.
Mergulhada no meu inconsciente...
Exponho-me novamente...
O sentimento aqui impresso
É apenas um convite;
Uma passagem;
Uma porta aberta;Lívia Rangel
09-06-05
19 junho, 2005
Frio no Verão
Meses se passaram...
Cartas envelheceram
Fotos se perderam
Juras morreram.
Sentimentos renovados
E as sensações vividas
Ficaram resguardadas
Para todo o sempre...
Este ano... o inverno surgiu no verão.
E para vencer a solidão
Que insiste em me guiar,
Fecho os olhos...
E apenas lembro...
Assim... resolvi transcrever
a releitura perfeita
Que agora ganha forma em outra freqüência.
Hoje...
Eu vim aqui trazer
O peito aberto,
A cara marcada,
A mente embriagada,
De esperança e fé...
Amanhã
Fecharei os olhos
E apenas lembrarei...
Lívia Rangel
10.02.2005
17 junho, 2005
Tabuleiro
Basta desse jogar
Entregue as armas
O tabuleiro para atacar
A ampulheta vai virar
A batalha é de partidas
Ilusões a apreciar
Lívia Rangel
Entregue as armas
O tabuleiro para atacar
A ampulheta vai virar
A batalha é de partidas
Ilusões a apreciar
Lívia Rangel
16 junho, 2005
Ao mestre com carinho
Como se me alonga de ano em ano
A peregrinação cansada minha!
Como se encurta e como ao fim caminha
Este meu breve e vão discurso humano!
Vai-se gastando a idade e cresce o dano;
Perde-se um remédio que inda tinha;
Se por experiência adivinha,
Qualquer grande esperança é grande engano.
Corro após este bem que não se alcança;
No meio do caminho me falece;
Mil vezes caio e perco a confiança.
Quando ele foge, eu tardo; e, na tardança,
Se os olhos ergo, a ver se inda parece,
Da vista se me perde e da esperança.
Soneto 57, Luís de Camões
A peregrinação cansada minha!
Como se encurta e como ao fim caminha
Este meu breve e vão discurso humano!
Vai-se gastando a idade e cresce o dano;
Perde-se um remédio que inda tinha;
Se por experiência adivinha,
Qualquer grande esperança é grande engano.
Corro após este bem que não se alcança;
No meio do caminho me falece;
Mil vezes caio e perco a confiança.
Quando ele foge, eu tardo; e, na tardança,
Se os olhos ergo, a ver se inda parece,
Da vista se me perde e da esperança.
Soneto 57, Luís de Camões
15 junho, 2005
Marcelo (In Memorian)
Lembro de te ver nascer
Lembro de te ver brincar
Lembro de te ver sorrir
Lembro de te ver chorar
Lembro de te ter amigo
Lembro de te ver querido
Lembro da luz do seu olhar
Lembro da doçura em seu falar
Lembro das brincadeiras de criança
Lembro da boneca de porcelana
Lembro das conversas malucas
Lembro do teu sorriso
Lembro do teu abraço
Lembro dos reencontros
Lembro da saudade
Lembro de lembrar
Lembro de sonhar
Lembro da maturidade chegando
Lembro de seguir nos afastando
Lembro do seu encanto
Lembro da estrada da vida se abrir
Lembro de um acidente me partir
Lembro de sentir a partida,
Lembro que ainda arde a ferida
Lívia Rangel - 28/06/05
09 junho, 2005
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