23 dezembro, 2006

22 dezembro, 2006

Espelho d´alma

Essa noite flertei com o meu choro...
Choro de criança,
Refluxo da alma.

O frio se espalha intenso
Ainda a espera do ar que me fará transpirar,
Suar, amar, sem pensar

Momentos excêntricos não me fazem ouvir.
Escondo-me em gargalhadas de desespero...

Ilusão, paixão
Vontade de ser, sentir

Perfuro meu âmago.
Dilacero limites que não param,
Não param,
Não param...

Ando sozinha,
Flanando por aí...

Assim eu sou, menina-mulher
Ser noturno
Auto-destrutiva
Presa em mim.

Escondo na doce embriaguez 
O grito da menina que brinca,
A vontade da mulher que ama,
O amargo do ser que vive...
Nasce, aprende, chora.

E as palavras saem sem sentir...
Sigo instrumento de mim mesma.
Quero o que tenho a me dizer.


Quero me ouvir
Compartilhar meus fantasmas
Aprender com a solidão.

Olho para o espelho...
Provoco meus instintos
Buscando lá do fundo...
O gozo forte que vem vindo.

Por Lívia Rangel
(29 de novembro de 2006)

21 dezembro, 2006

Atemporal

Um horizonte à minha frente...
Revela um novo tempo,
Desperta uma nova face.

Fixo em minha mente,
Um querer resguardado
Desperta um pudor inocente.

Puro; novo; diferente...

Um anjo de vidro me convida a seguir.
Sem pensar, sem agir.

Como luz incandescente,
Cego meus olhos com ar displicente.

Já não vigio pensamentos,
Mas espero o afago...

Sigo escrevendo, pensando, vivendo...

E a cada passo, desembaraço...
Crio meu mundo em intuições preciosas...

Deixo livre o caminho a seguir,
A trilha a se abrir,
E um novo tempo a surgir...

Lívia Rangel,
27 de novembro de 2006