21 dezembro, 2006

Atemporal

Um horizonte à minha frente...
Revela um novo tempo,
Desperta uma nova face.

Fixo em minha mente,
Um querer resguardado
Desperta um pudor inocente.

Puro; novo; diferente...

Um anjo de vidro me convida a seguir.
Sem pensar, sem agir.

Como luz incandescente,
Cego meus olhos com ar displicente.

Já não vigio pensamentos,
Mas espero o afago...

Sigo escrevendo, pensando, vivendo...

E a cada passo, desembaraço...
Crio meu mundo em intuições preciosas...

Deixo livre o caminho a seguir,
A trilha a se abrir,
E um novo tempo a surgir...

Lívia Rangel,
27 de novembro de 2006

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