22 dezembro, 2006

Espelho d´alma

Essa noite flertei com o meu choro...
Choro de criança,
Refluxo da alma.

O frio se espalha intenso
Ainda a espera do ar que me fará transpirar,
Suar, amar, sem pensar

Momentos excêntricos não me fazem ouvir.
Escondo-me em gargalhadas de desespero...

Ilusão, paixão
Vontade de ser, sentir

Perfuro meu âmago.
Dilacero limites que não param,
Não param,
Não param...

Ando sozinha,
Flanando por aí...

Assim eu sou, menina-mulher
Ser noturno
Auto-destrutiva
Presa em mim.

Escondo na doce embriaguez 
O grito da menina que brinca,
A vontade da mulher que ama,
O amargo do ser que vive...
Nasce, aprende, chora.

E as palavras saem sem sentir...
Sigo instrumento de mim mesma.
Quero o que tenho a me dizer.


Quero me ouvir
Compartilhar meus fantasmas
Aprender com a solidão.

Olho para o espelho...
Provoco meus instintos
Buscando lá do fundo...
O gozo forte que vem vindo.

Por Lívia Rangel
(29 de novembro de 2006)

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