Essa noite flertei com o meu choro...
Choro de criança,
Refluxo da alma.
O frio se espalha intenso
Ainda a espera do ar que me fará transpirar,
Suar, amar, sem pensar
Momentos excêntricos não me fazem ouvir.
Escondo-me em gargalhadas de desespero...
Ilusão, paixão
Vontade de ser, sentir
Perfuro meu âmago.
Dilacero limites que não param,
Não param,
Não param...
Ando sozinha,
Flanando por aí...
Assim eu sou, menina-mulher
Ser noturno
Auto-destrutiva
Presa em mim.
Escondo na doce embriaguez
O grito da menina que brinca,
A vontade da mulher que ama,
O amargo do ser que vive...
Nasce, aprende, chora.
E as palavras saem sem sentir...
Sigo instrumento de mim mesma.
Quero o que tenho a me dizer.
Quero me ouvir
Compartilhar meus fantasmas
Aprender com a solidão.
Olho para o espelho...
Provoco meus instintos
Buscando lá do fundo...
O gozo forte que vem vindo.
Por Lívia Rangel
(29 de novembro de 2006)
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